A primeira afirmação é a mais simples de expor. Saúde pública é uma questão delicada e que nos reserva infindáveis lucubrações teóricas. No entanto, sua aplicação e sua qualidade como serviço público podem ser facilmente observáveis em qualquer lugar do mundo: todas as pessoas, mesmo as mais ricas, dependem do sistema público de saúde para sobreviver nas cidades e nos campos e, sempre que o poder público descuida desse aspecto fundamental da estrutura de um país, pode-se esperar um enfraquecimento da rede social que embasa a organização estatal que deveria prover uma saúde pública eficiente.
Uma população doente, sem saneamento básico, sem informações essenciais para a manutenção de seus níveis de saúde, não é uma população em condições de igualdade para, por exemplo, viver em um ambiente democrático, eleger seus representantes e esperar por soluções racionais e discutidas para seus problemas mais prementes. No lugar disso, um povo alienado pelo descaso com sua saúde não consegue ver a importância do seu direito a voto e à representação, nem sabe que pode, por meio da democracia, exigir melhorias para sua própria saúde. Dessa forma, a medicina está, para mim, no cerne da questão democrática.
Em função disso, fica fácil perceber como a medicina pode contribuir para melhorar a vida de todos. Tanto em casos óbvios como o dos doentes no hospital, quanto em casos menos aparentes, no que tange a tal da promoção de saúde, a medicina representa o primeiro (e fundamental) passo em direção à cura, ao empoderamento (o velho conceito de Paulo Freire...), ao conhecimento daquilo que virá a ser a sua cidadania.
Cada vez mais tenho certeza de que fiz bem em mudar de profissão!
Uma população doente, sem saneamento básico, sem informações essenciais para a manutenção de seus níveis de saúde, não é uma população em condições de igualdade para, por exemplo, viver em um ambiente democrático, eleger seus representantes e esperar por soluções racionais e discutidas para seus problemas mais prementes. No lugar disso, um povo alienado pelo descaso com sua saúde não consegue ver a importância do seu direito a voto e à representação, nem sabe que pode, por meio da democracia, exigir melhorias para sua própria saúde. Dessa forma, a medicina está, para mim, no cerne da questão democrática.
Em função disso, fica fácil perceber como a medicina pode contribuir para melhorar a vida de todos. Tanto em casos óbvios como o dos doentes no hospital, quanto em casos menos aparentes, no que tange a tal da promoção de saúde, a medicina representa o primeiro (e fundamental) passo em direção à cura, ao empoderamento (o velho conceito de Paulo Freire...), ao conhecimento daquilo que virá a ser a sua cidadania.
Cada vez mais tenho certeza de que fiz bem em mudar de profissão!